Sábado, 31 de outubro de 2026

Azul é condenada pela Justiça goiana a pagar indenização após cancelar voo para mundial

Tribunal determina pagamento de mais de 25 mil reais a casal que perdeu viagem aos Estados Unidos para assistir a partidas de futebol em 2026.

Por Redação WebTV Formosa31/10/2026 às 07:103 min de leitura
Fonte: g1 Goiás (Leia)
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Azul é condenada pela Justiça goiana a pagar indenização após cancelar voo para mundial
Imagem: g1 Goiás

A Justiça do estado determinou que a Azul Linhas Aéreas pague a quantia de R$ 25.549,52 a dois passageiros que enfrentaram o cancelamento de um trajeto internacional. O episódio aconteceu no mês de junho de 2026, quando os clientes viajavam rumo aos Estados Unidos com a finalidade de acompanhar jogos da Copa do Mundo. A determinação judicial foi emitida pelo juiz Danilo Farias Batista Cordeiro, lotado no 7º Juizado Especial Cível de Goiânia, cabendo recurso por parte da empresa.

De acordo com os autos do processo, os consumidores souberam da anulação do trajeto no momento em que já se encontravam no aeroporto. A companhia disponibilizou uma alternativa de embarque somente após cinco dias do cronograma inicial, prazo que tornava impossível a presença nas partidas. Com o intuito de não perder os investimentos já realizados em hospedagens e bilhetes de entrada, o par adquiriu passagens por meio de outra empresa com recursos próprios.

A representação jurídica da Azul argumentou que a anulação decorreu de exigências operacionais voltadas à segurança do voo, além de afirmar que prestou o devido suporte. Contudo, o magistrado avaliou que a corporação falhou ao não providenciar transporte em tempo hábil, desrespeitando as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil. O juiz frisou que eventuais instabilidades na malha aérea representam riscos inerentes aos negócios da empresa.

A quantia total da sentença abrange R$ 13.549,52 destinados à reparação material, somando o preço dos novos bilhetes, gastos com alimentação no período de espera e o reparo de uma bagagem avariada. Os R$ 12 mil restantes correspondem aos danos morais aplicados aos dois autores da ação. A decisão considerou o estresse agravado pela gravidez da passageira naquele momento, situação que demandava assistência adequada não fornecida pela companhia.

A empresa aérea foi contatada para se posicionar sobre a medida, mas não apresentou retorno até o fechamento desta edição. Sobre um trecho interno nos Estados Unidos que também passou por modificações, os autores já haviam celebrado um acordo judicial com a Delta Air Lines no montante de R$ 13,5 mil, finalizando aquele trecho da demanda.

Moradores da região que utilizam rodovias como a BR-020 para deslocamentos até o Distrito Federal devem redobrar a atenção com o planejamento de viagens e conhecer os canais de atendimento em caso de emergopas e problemas com serviços, acionando órgãos competentes quando necessário.

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