Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Defesa questiona integridade de celular apreendido e pede soltura de ex-banqueiro

Laudo particular apresentado ao STF aponta modificação em arquivos de celular de Daniel Vorcaro sob custódia da Polícia Federal.

Por Redação WebTV Formosa30/10/2026 às 08:122 min de leitura
Fonte: A Redação (Leia)
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Defesa questiona integridade de celular apreendido e pede soltura de ex-banqueiro
Imagem: A Redação

Um laudo pericial particular contratado pela defesa de Daniel Vorcaro foi protocolado nesta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal, referindo-se ao telefone celular do ex-banqueiro que foi recolhido pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025. O documento técnico indica que 657 arquivos sofreram alterações e 436 foram gerados depois que o aparelho foi confiscado, sendo o equipamento considerado a evidência central de conexões políticas e supostas falhas na gestão do Banco Regional de Brasília. Os representantes legais alegam que tal situação impossibilita a checagem da integridade dos dados e a dimensão das mudanças ocorridas enquanto o item permaneceu sob a guarda do Estado.

Com base nas conclusões da análise, os advogados solicitaram à Suprema Corte que a Polícia Federal repasse os registros genuínos para nova conferência, além de defenderem que a soltura do ex-banqueiro é imperativa. Conforme a argumentação jurídica, Vorcaro enfrenta limitações em sua liberdade há aproximadamente doze meses sem que haja denúncia formal ou perspectiva de andamento processual. A petição ressalta que o histórico de alterações comprova que o formato original foi modificado no período em que o governo detinha a custódia.

Nesta quarta-feira, a Polícia Federal formalizou o indiciamento de Daniel Vorcaro e de outros catorze alvos no âmbito da Operação Compliance. O documento de indiciamento aponta que o ex-banqueiro teve atuação direta, continuada e de comando em transações envolvendo carteiras de crédito consideradas irregulares do Banco Master, as quais provocaram danos ao Banco Regional de Brasília, figurando como o principal favorecido financeiro das negociações.

O grupo investigado responderá pelos delitos de gestão fraudulenta de entidade financeira, associação criminosa e ocultação de bens. Logo após a oficialização da medida policial, a defesa refutou a ocorrência de prejuízos à instituição pública e argumentou que as negociações envolvendo os ativos da Tirreno não foram finalizadas, tendo os valores sido trocados e gerado saldos positivos para o banco.

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