Gastronomia e patrimônio histórico impulsionam o desenvolvimento econômico de Goiânia
O mercado de alimentação em Goiânia projeta movimentar R$ 6 bilhões até 2026, integrando gastronomia e a preservação de casarões históricos na capital goiana.

O segmento de alimentação fora do lar na capital goiana tem previsão de movimentar cerca de R$ 6 bilhões até o ano de 2026. O crescimento é sustentado pela variedade culinária e pela instalação de bares e restaurantes em imóveis de valor histórico. Conforme informações da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e do Sindibares, a cidade possui 19 mil estabelecimentos do ramo, que empregam 60 mil pessoas diretamente. Com 1.453 bares em funcionamento, Goiânia apresenta uma média de 101 locais para cada 100 mil moradores, ocupando a liderança no Centro-Oeste e o sétimo lugar entre as capitais brasileiras.
Uma pesquisa conduzida pela Abrasel em colaboração com a Fundação Getulio Vargas revela o efeito multiplicador desse setor. O levantamento indica que, a cada R$ 1 mil consumidos nesses locais, a economia local recebe um incremento de R$ 3.650, somando impactos diretos e indiretos. Newton Pereira, presidente do Sindibares, ressalta que a maturidade gastronômica da cidade atrai turistas de locais como o Distrito Federal, o Triângulo Mineiro e São Paulo, interessados na culinária local e no conjunto arquitetônico art déco.
Especialistas avaliam que a ocupação de prédios antigos por empreendimentos é uma estratégia eficaz para conservar o patrimônio. Atualmente, ao menos 50 estabelecimentos gastronômicos operam em construções históricas, situadas em áreas como o Centro, a Rua do Lazer e o Setor Sul. Wolney Unes, professor da Universidade Federal de Goiás, afirma que o uso desses espaços por bares e restaurantes possibilita a ocupação com poucas alterações estruturais, preservando a autenticidade das edificações.
Exemplos como o Ateliê Pizza Café Arte, situado em um casarão da década de 1940, demonstram como é possível unir a preservação de elementos originais, como esquadrias e pisos de taco, a um modelo de negócio focado na convivência. O estabelecimento, que conta com 20 colaboradores, atrai o público local e visitantes em busca de uma experiência cultural. O modelo reforça a importância de manter vivo o patrimônio edificado através do uso comercial consciente.
Em Formosa, a preservação do núcleo histórico do Centro e de outros espaços públicos é fundamental para manter viva a identidade local. Moradores e visitantes devem zelar pela conservação desses locais ao frequentar áreas de convivência e lazer.
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