Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Economista do Plano Real aponta o Banco Central como causa de descontrole fiscal

André Lara Resende criticou a Selic em 13,75% e afirmou que a política monetária gera desequilíbrio nas contas públicas.

Por Redação WebTV Formosa02/11/2026 às 21:102 min de leitura
Fonte: Folha 1 GO (Leia)
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Economista do Plano Real aponta o Banco Central como causa de descontrole fiscal
Imagem: Folha 1 GO

Na capital federal, o economista André Lara Resende, que participou da formulação do Plano Real, divulgou um artigo responsabilizando o Banco Central pelo descompasso nas contas públicas nacionais. Ele contestou a permanência da taxa Selic em 13,75% ao ano e declarou que a condução monetária vigente funciona como o principal motor da crise fiscal do país.

O analista contestou as bases conceituais utilizadas para fixar os juros no território nacional. Conforme o texto divulgado, os principais meios de comunicação e os especialistas erram ao concentrar os debates somente no corte de despesas primárias, ignorando o peso exercido pelo pagamento de juros sobre o montante da dívida pública.

Em contraponto, o órgão regulador sustenta que a taxa elevada é imprescindível para barrar a inflação e administrar o déficit governamental. Estatísticas governamentais mostram que o endividamento público saltou de 71,7% do Produto Interno Bruto em 2022 para cerca de 82,9% em agosto de 2026, enquanto os gastos com juros superaram R$ 1,1 trilhão, atingindo 8,9% do PIB com um déficit nominal perto de 10%.

O patamar elevado da taxa básica prejudica a atividade produtiva e o mercado de trabalho em unidades federativas de forte dinamismo econômico, a exemplo de Goiás e Mato Grosso. O encarecimento do crédito restringe os aportes financeiros do empresariado, dificulta a criação de novos negócios, freia a geração de postos de trabalho e restringe as verbas direcionadas a políticas sociais.

Como via alternativa ao sistema vigente, o economista propôs a instauração de um modelo fiscal e monetário inédito, com objetivos combinados de inflação e juros estipulados para um horizonte de quatro a cinco anos. O plano contempla que a Selic fique entre a meta inflacionária de 3% e a expansão potencial da economia, além de prever atuações cambiais amparadas por reservas internacionais que ultrapassam 350 bilhões de dólares.

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